It appears that the Workers Party (PT) has suddenly died. That sentence, however, contains two untruths: it did not happen suddenly and the party has not yet died. A party with a 25-year history of struggle, dreams, combativeness - plus 800 thousand militants spread over the country - does not die suddenly.
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PT is Dying. I am so happy written by Guest,
June 29, 2005
Almost 10 years studying in Federals Universities in Brazil. Always listening the same bulls**t from professors members from PT. Terrible Professors that did not know how to teach and even did not know completly the subject. Courses done in a desorganize way, a Professor teach a course and the course is not related with the course taught by another Professor in a different subject. I left from University totally unprepared to the real world. However, the Professors PT were always there sucking the Country and misguiding the students. Bye bye PT. Bye bye.
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What a retarded comment! written by Guest,
July 01, 2005
Go learn some English before you attempt to post anything.
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Retarded comment written by Guest,
July 01, 2005
At least the person left a note. Hurt you? Poor PT corruptor.
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Poor English written by Guest,
July 03, 2005
Of course, the person had PT professors.
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PT, sad story written by Guest,
July 04, 2005
Nos últimos quatro anos, o governo do Acre, administrado pelo petista Jorge Viana, aumentou o valor de um contrato de publicidade de R$ 4 milhões para R$ 27,4 milhões, com 13 termos aditivos - que aumentaram em 585% a verba de publicidade em relação ao contrato original. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a medida foi feita contrariando alguns pontos da Lei de Licitações. O governo também teria postergado por meses a publicação dos relatórios dos aditivos no Diário Oficial do Estado.
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O PT ta fazendo a festa written by Guest,
July 09, 2005
A Polícia Federal prendeu hoje em São Paulo um homem que foi flagrado com US$ 100 mil e R$ 200 mil em dinheiro. José Adalberto Vieira da Silva, 39, foi preso no Aeroporto de Congonhas, às 11h40, segundo a PF. Parte do dinheiro estava em uma valise e parte sob as calças que Vieria vestia.
Adalberto Vieira é assessor do líder do PT na Assembléia Legislativa do Ceará, José Nobre Guimarães, que é irmão do presidente nacional do PT José Genoino. Vieira também é secretário de organização do Diretório Estadual do PT no Ceará.
A Redação do UOL News conversou com Guimarães por telefone por volta de 19h30. O dep**ado, que está em São Paulo para as reuniões do Diretório Nacional do PT, confirmou que Adalberto é assessor político de seu gabinete. "Ele é assessor político. Não tenho idéia de onde ele estava", disse. Guimarães disse que não conversou hoje com Vieira. "Não falei absolutamente nada. Não tenho nenhuma responsabilidade sobre o que ele estava fazendo. A última vez que falei com ele foi na quarta-feira para tratar da minha agenda no interior."
Guimarães disse que soube da prisão pela imprensa. "Adalberto foi trabalhar no meu gabinete depois da eleição de 2000. Vamos investigar isso tudo e tomar as providências. Fui surpreendido tanto quanto você", disse o dep**ado.
Segundo a PF, ele embarcaria num vôo para Fortaleza com escala em Brasília. Foi preso por suspeita de crime contra o sistema financeiro e a ordem tributária.
O dinheiro foi apreendido e Silva está sendo ouvido na sede da PF em São Paulo. Em 2000, Vieira foi candidato a vereador pelo PT no município de Aracati, no Ceará. Obteve 215 votos (0,69% dos válidos). Foi o petista mais votado na cidade, mas não foi eleito.
A Polícia Federal divulgou a seguinte nota sobre o caso:
"A Polícia Federal prendeu em flagrante hoje, por volta das 11 horas da manhã, no Aeroporto de Congonhas, São Paulo, José Adalberto Vieira da Silva, que embarcava para Fortaleza (CE) com 200 mil reais em uma mala de mão e 100 mil dólares presos ao corpo, sob suas calças.
Agentes de Polícia Federal desconfiaram do conteúdo da mala de mão, quando esta passava pelo aparelho de Raio-X. Em uma busca minuciosa foram encontrados na valise os 200 mil reais e sob suas roupas íntimas os 100 mil dólares. José Adalberto Vieira da Silva não explicou a origem nem o destino do dinheiro.
José Adalberto Vieira da Silva, 39 anos, natural de Aracati, Ceará, foi preso e encaminhado para a custódia da Superintendência Regional no Estado de São Paulo, onde responderá por crimes contra o sistema financeiro (art. 16 da Lei 7.492) e a ordem tributária nacional (art. 2º. da Lei 8.137)."
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A festa do PT continua written by Guest,
July 10, 2005
Gamecorp, produtora que tem como um de seus sócios Fábio Luis Lula da Silva, 28, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu, em janeiro deste ano, um investimento de R$ 5 milhões da Telemar, empresa de telefonia.
O dinheiro investido representa quase todo capital social da produtora, que é de R$ 5,2 milhões.
O negócio foi intermediado pela DBO Trevisan, empresa de auditoria e consultoria contratada pela produtora para buscar um investidor.
A Trevisan tem como principal sócio Antoninho Marmo Trevisan, amigo pessoal do presidente Lula e integrante do Conselho de Ética Pública da Presidência da República.
A Gamecorp produz conteúdo voltado ao mercado jovem que vai ao ar em dois programas de televisão, veiculados na Bandeirantes e na Mix TV. O conteúdo --programas sobre videogames-- passará a ser usado pela Oi, empresa de telefonia móvel do grupo Telemar até o fim do ano.
Segundo sócios da produtora, a Telemar pagou R$ 2,5 milhões pela compra de 35% das ações da Gamecorp e outros R$ 2,5 milhões para ter exclusividade sobre o conteúdo produzido, podendo usá-lo em celulares e internet.
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O PFL entrou na Danca do PT written by Guest,
July 11, 2005
O dep**ado João Batista (PFL-SP) foi instado a prestar depoimento à Polícia Federal no aeroporto de Brasília sobre as sete malas cheias de dinheiro que tentava embarcar no hangar da TAM. Os recursos ainda não foram contabilizados e a origem do dinheiro é desconhecida até o momento, mas havia nas malas pelo menos R$ 6 milhões. A PF vai solicitar ao Banco do Brasil ou do Banco Central uma máquina de contar dinheiro para ajudar a fazer a contabilidade. Uma das malas estava tão pesada que foi transportada por dois policiais.
A PF ainda não sabe o que fazer com o dep**ado. Por ter foro parlamentar, João Batista, 61, que é economista e técnico em contabilidade, só poderia ser preso por crime inafiançável.
QUE FESTAO. UMA PENA QUE O POVAO NO PODE PARTICIPAR
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O FILHO DO LULA TA SE DANDO BEM written by Guest,
July 11, 2005
Fábio Luís Lula da Silva, de 30 anos, um dos cinco filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, experimentava, até 2003, uma situação profissional parecida com a de muitos brasileiros: a do subemprego. Formado em biologia, Lulinha, como é chamado pelos amigos, fez alguns poucos trabalhos na área (como uma monitoria no Zoológico de São Paulo, por exemplo), todos com baixa ou nenhuma remuneração. Para ganhar a vida, dava aulas de inglês e informática. Em dezembro de 2003, essa situação mudou. Fábio Luís começou uma carreira numa área que nada tem a ver com drosófilas ou pteridófitas: a do milionário mercado das agências de publicidade. Atualmente, o primeiro filho do casal Lula e Marisa Letícia da Silva é sócio de três empresas que, além de prestar serviços de propaganda (pelo menos no papel), produzem um programa de games para TV. Somados, os capitais das empresas ultrapassam os 5 milhões de reais. Individualmente, de acordo com sua participação societária, Fábio Luís tem 625.000 reais em ações – mais do que os 422.000 reais que seu pai presidente amealhou ao longo de toda a vida, segundo a declaração de bens que apresentou em 2002 ao Tribunal Regional Eleitoral. Melhor que tudo: nessa fulgurante trajetória, Fábio não teve de investir um único real. O negócio foi bancado quase que integralmente pela Telemar, a maior companhia de telefonia do país. Com base em documentos obtidos em cartórios de São Paulo, e em entrevistas com profissionais do setor, VEJA reconstituiu a história empresarial que segue. No fim de 2003, Fábio Luís abriu em São Paulo a G4 Entretenimento e Tecnologia Digital. Trata-se de uma companhia da área de publicidade e propaganda, que detém a licença para reproduzir o conteúdo do canal americano G4, especializado em games. O negócio foi feito em sociedade com os irmãos Kalil Bittar e Fernando Bittar, filhos de um velho amigo de Lula, Jacó Bittar. Para quem não se lembra, Bittar é um ex-prefeito de Campinas, no interior de São Paulo, que foi um, digamos, pioneiro no PT. Ele terminou o mandato em 1992 alvejado por denúncias de corrupção e atualmente responde a pelo menos oito processos na Justiça. A G4 nasceu pequena, com um capital social inicial de 100.000 reais. Fábio entrou com 50.000 reais e os Bittar, que já atuavam no mercado havia doze anos, com 25.000 reais cada um. Mas nenhum deles precisou tirar dinheiro do bolso para montar a sociedade. "Esse capital será integralizado ao longo do ano", disse Kalil Bittar a VEJA. Fábio, apesar de ser o sócio majoritário da G4, preferiu não dar entrevista. Bittar, perguntado sobre a função do sócio na empreitada, respondeu: "O Fábio detona nos games, conhece todos". O que se viu a partir da criação da G4 foi uma surpreendente ascensão. Em outubro do ano passado, no espaço de dez meses, a G4 – associada a outra empresa que atua no setor de propaganda, a Espaço Digital – montou uma nova firma, a BR4, bem mais robusta e ambiciosa que a primeira. Descrita no contrato social como uma holding (ou seja, uma companhia que tem por finalidade deter participação acionária em outras empresas), a BR4 possui um capital de 2,7 milhões de reais. Esse valor foi integralizado, em moeda corrente, menos de dois meses após a formação da companhia. E com quem os sócios da G4 e da Espaço Digital conseguiram essa bolada para montar o negócio? Com a Telemar, que, embora a essa altura ainda não participasse da sociedade, brindou Fábio e sua turma com a dinheirama, a título de "exclusividade no fechamento do contrato", como explica Leonardo Badra Eid, da Espaço Digital. O ânimo empreendedor do biólogo Fábio, do químico Kalil Bittar e do empresário Fernando Bittar (nenhum dos três estudou publicidade) não parou por aí. Em outubro do ano passado, o grupo criou uma outra empresa a partir da BR4, a Gamecorp Sociedade Anônima. Foi seu grande salto. Ao capital de 2,7 milhões de reais (o montante injetado pela Telemar, acrescido de 1 000 reais), o grupo colocou outros 2,5 milhões de reais, obtidos por meio de uma operação de emissão de debêntures. Esse tipo de operação é uma espécie de empréstimo que a companhia toma no mercado. Ela oferece os papéis com a promessa de pagamento de juros, após o resgate dos títulos, e investidores que considerarem o negócio interessante os adquirem (existe ainda a possibilidade de ninguém se interessar pelo negócio e os papéis encalharem). As debêntures podem ser de dois tipos: conversíveis em ações e não conversíveis. A diferença entre as duas é que as primeiras possibilitam àqueles que as adquirem ter, no futuro, participação acionária na empresa que emitiu os papéis. Foi o tipo escolhido pela companhia do filho de Lula. Em todo o processo, a Gamecorp contou com a assessoria do escritório de auditoria Trevisan Service – dirigido pelo consultor Antoninho Marmo Trevisan, amigão do presidente Lula. Ao contrário do que se poderia esperar no caso de uma empresa recentemente constituída e desconhecida no mercado, a receptividade aos papéis da Gamecorp foi mais do que boa: foi sensacional. Segundo afirmam os sócios da companhia, pelo menos dois gigantes da telefonia disp**aram as debêntures. No dia 6 de janeiro, elas foram adquiridas pela Telemar. No dia 31 do mesmo mês, ou seja, apenas 25 dias depois da aquisição das debêntures, a Telemar converteu os papéis em ações. Ou seja, tornou-se, dessa maneira, sócia da empresa do filho de Lula. Isso não é uma prática usual no mercado. Em geral, o período entre a emissão das debêntures e a decisão de convertê-las em ações é muito maior. O processo indica que a Telemar, desde o início, não tinha a intenção de "emprestar" dinheiro à Gamecorp, e sim tornar-se sua sócia. Ocorre que a empresa poderia ter obtido o mesmo resultado por meio de um caminho muitíssimo mais simples: comprando diretamente ações da Gamecorp. E por que não fez isso? Para responder a essa pergunta, VEJA ouviu três profissionais habituados a lidar com operações societárias de alta complexidade. Os três afirmaram a mesma coisa: o único motivo que explicaria a adoção de um processo tão intrincado seria a intenção de manter em sigilo o nome da Telemar na sociedade com a Gamecorp. Alguns detalhes reforçam essa tese. O primeiro é o fato de que, embora toda a documentação referente à criação das empresas de Fábio seja pública e esteja registrada em cartório, justamente os papéis relativos à subscrição das debêntures – que tornariam possível a identificação do comprador dos títulos – estavam indisponíveis. Ficaram arquivados na sede da companhia. O segundo detalhe é mais curioso. Toda assinatura de contrato requer testemunhas. Por questões práticas, elas, muito freqüentemente, são arregimentadas ou entre pessoas que estão casualmente no local ou entre os próprios advogados das partes. No caso da assinatura do contrato que tornou a Telemar sócia da empresa do filho do presidente Lula, é evidente que houve um cuidado especial na escolha das testemunhas. Os escolhidos para presenciar o evento não foram nem desconhecidos nem advogados, mas duas funcionárias de extrema confiança do Eskenazi Pernidji Advogados, o escritório com sede no Rio de Janeiro que representou a Telemar. Simone de Oliveira Neto e Fabini Martins Bussi vieram do Rio para São Paulo especialmente para cumprir a tarefa. Fabini goza de tamanha confiança da parte de seus chefes que – embora sem posses aparentes e morando na cidade de Duque de Caxias, uma das mais pobres da região metropolitana do Rio de Janeiro – chegou a constar como diretora de uma off-shore com sede nas Ilhas Virgens Britânicas, representada no Brasil por Sérgio Isidoro Eskenazi Pernidji, titular do escritório. É, sem dúvida, pessoa discretíssima. Todos esses detalhes corroboram a tese dos especialistas ouvidos por VEJA: a de que não interessava nem à Gamecorp nem à Telemar que a nova sociedade fosse de conhecimento público. E por que razão quereriam os sócios manter a participação da telefonia em sigilo? Simples: a Telemar é uma companhia de mercado, mas tem dinheiro público na composição de seu capital – e não teria sido fácil explicar o investimento na empresa de um filho do presidente da República. Um dos principais acionistas da Telemar é o BNDES, com 25% do capital. Outros 19% pertencem a fundos de pensão, alguns deles de empresas públicas, como a Previ (caixa previdenciária dos funcionários do Banco do Brasil) e a Petros (ligada à Petrobras). Há ainda participação da Brasilcap e da Brasilveículos, companhias ligadas ao Banco do Brasil. Outro fator complica ainda mais a negociação: a Telemar é uma empresa concessionária de serviços públicos. Ou seja, suas operações dependem de concessão do governo federal. Companhias nessa condição têm sua relação com o governo regida por severas restrições. Elas também não podem fazer doações para campanhas de partidos políticos. Isso serve para evitar que futuros servidores públicos se sintam em dívida com elas. Sendo Lula o principal servidor público do país, configura, no mínimo, uma impropriedade que uma empresa concessionária de serviços públicos injete uma bolada de dinheiro na empresa de seu filho. A Telemar, por meio de um executivo que pediu para não ser identificado, diz que só tomou conhecimento de que a Gamecorp pertencia ao filho do presidente "no dia da assinatura do contrato". A assessoria de imprensa da companhia de telefonia informa que, a exemplo do investimento feito na empresa de Fábio, realizou diversos outros em áreas afins, como a compra das rádios Oi. Reconhece, no entanto, que nenhum desses outros investimentos foi revestido de segredo ou envolveu subscrição de debêntures resultando em participação societária. Reconhece também que o negócio com a Gamecorp foi uma "operação diferenciada". É compreensível que uma empresa de telefonia se interesse em fazer investimentos que tragam como retorno a produção de conteúdo na área digital. Não é a especialidade da Gamecorp. A companhia não produz tecnologia, não cria jogos nem tem experiência nessa área. Outra questão intrigante ronda as empresas ligadas a Fábio. Até dois anos atrás, a Espaço Digital – que formalmente não tem Fábio entre seus diretores, mas está associada à G4 na Gamecorp – ocupava o mesmo andar da agência de publicidade Matisse em um prédio de escritórios no bairro de Pinheiros, em São Paulo. A Matisse, que originalmente é de Campinas, terra dos irmãos Bittar, era uma empresa de pequeno porte até conquistar, para surpresa do mercado publicitário, a milionária conta da Secretaria de Comunicação e Gestão Estratégica (Secom), ligada à Presidência da República. Só no ano passado, a Matisse recebeu 10,3 milhões de reais do governo federal. "Foi uma vizinhança meramente casual", diz Luiz Flávio Guimarães, diretor de produção da Matisse, denotando nervosismo. Ele afirma que, à exceção "de um trabalhinho insignificante para uma empresa privada", a Matisse nunca usou os serviços da Espaço Digital. Não é a primeira vez que o envolvimento de filhos de presidentes da República com empresas públicas e privadas causa constrangimento. Paulo Henrique Cardoso, filho do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2000, chegou a ser investigado pela Abin em virtude de denúncias de que teria usado a influência do pai para beneficiar a empresa de gás industrial White Martins. A acusação se mostrou infundada, mas os hábitos de vida do filho de FHC – considerados incompatíveis com seus rendimentos –, sua passagem como diretor de uma ONG sustentada por empresas públicas e privadas e seu trânsito fácil por Brasília deixaram um mal-estar no ar. Em 2003, os americanos experimentaram sensação semelhante diante da notícia de que Chelsea Clinton, filha do já ex-presidente Bill Clinton, havia sido contratada pelo escritório McKinsey, especializado em consultoria econômica para empresas, por um salário anual inicial de 100.000 dólares. Fábio Luís e os irmãos Bittar são amigos de infância. Pessoas próximas ao grupo contam que quem comanda de fato os negócios das empresas é Kalil Bittar. Com 43 anos, Kalil é visto freqüentemente na ponte aérea São Paulo–Brasília. O filho de Lula tem o perfil discreto. Torcedor do Corinthians, aficionado de histórias em quadrinhos e videogames, ele tem dois programas prediletos no fim de semana: passear no shopping com a namorada e jogar futebol. A essa rotina banal somam-se agora as tarefas de um empresário bem-sucedido, sócio de uma empresa do porte da Telemar, que, com um faturamento de 18 bilhões de reais no ano passado, possui bala suficiente para patrocinar para seus sócios mirins viagens para os Estados Unidos, a Coréia e o Japão. Em 2005, Fábio e o sócio Kalil Bittar visitaram esses países com as despesas pagas pela companhia de telefonia. A viagem ocorreu no mesmo período em que o presidente Lula estava em viagem oficial ao Japão e à Coréia. O objetivo era levar Fábio e Kalil para conhecer companhias que trabalham com a produção de games para celular e ainda a tecnologia de celulares de terceira geração. Histórias de sucesso instantâneo no mercado eletrônico não são raras. Em 1996, o jovem Marcos de Moraes – filho do ex-rei da soja Olacyr de Moraes – criou o portal de internet Zip.Net. O negócio deu tão certo que, quatro anos depois, Moraes vendeu o portal por 365 milhões de dólares a uma empresa do grupo Portugal Telecom. Foi uma das maiores transações da internet brasileira. Sempre se pode dizer que o sucesso de Fábio e seus amigos é mais um desses milagres produzidos pela era digital. É possível. O fato de essa história ter tido uma mãozinha – ou melhor, uma mãozona – de uma empresa movida (inclusive) a dinheiro público, no entanto, é suficiente para arranhar o talento que, ninguém duvida, tanto Fábio quanto seus amigos têm de sobra.
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O Baile do PT continua $100MIL written by Guest,
July 12, 2005
BRASÍLIA. A despedida de Humberto Costa do Ministério da Saúde foi acompanhada de um gasto extra de quase R$ 100 mil. Para encerrar sua gestão de um ano, seis meses e 11 dias, o ex-ministro mandou fazer com dinheiro público um livro exaltando o trabalho que desenvolveu à frente da pasta. Produzido às pressas, o livro foi distribuído ontem na cerimônia em que Costa transmitiu o cargo ao novo titular, o peemedebista Saraiva Felipe.
O título do livro é “Balanço da Saúde”. São 146 páginas em papel brilhante, dos mais caros, e a edição é repleta de fotografias. O conteúdo do livro foi produzido por assessores de Costa e a edição ficou a cargo da agência Agnelo Pacheco, uma das quatro que prestam serviço para o ministério.
No alto da capa consta o período abrangido pela publicação: janeiro de 2003 a julho de 2005. O sumário lista 25 áreas de atuação do ministério. O tom é propagandístico. “Em dois anos e meio, a cobertura do Programa Saúde da Família (PSF) aumentou 31,89%. No fim de 2002, o PSF tinha 16.698 equipes, atendendo a 54,9 milhões de pessoas. O programa fechou junho de 2005 com 22.683 equipes, que cobrem 73,6 milhões de pessoas ou 40% da população brasileira”, diz um dos textos, sempre sob manchetes que exaltam a gestão de Costa.
A assessoria do ex-ministro informou que a publicação custou R$ 94.691 e que foram impressos 1.500 exemplares. Costa não quis falar sobre o assunto. Um auxiliar do petista disse que não se trata de um livro personalista e que publicações semelhantes eram produzidas semestralmente, contendo as ações da pasta. Ainda de acordo com a assessoria, além de ser distribuído na solenidade de ontem, o livro seria enviado também para secretários estaduais e municipais de Saúde.
Ao discursar na transmissão do cargo, Costa disse que sai de cabeça erguida:
— Eu saio com o sentimento do dever cumprido. Saio de cabeça erguida e de mãos limpas. Nesse período, combati as quadrilhas que aqui grassavam há algum tempo e conseguimos desmontar algumas delas.
Bye bye PT. Bye bye.