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Subject: Bin Laden's History


Posted by Profetas
On Saturday, April 27, 2002 at 04:32:50

Message:
Poucas horas depois de dois Boeings 767 chocarem-se contra as torres gêmeas do World Trade Center e um Boeing 757 ser jogado contra o prédio do Pentágono, o governo norte-americano divulgou um comunicado acusando Osama bin Laden de ser o principal suspeito do atentado. Naquele momento, poucas pessoas se lembravam que aquele suspeito fora criado pela CIA, órgão de inteligência dos Estados Unidos. As revistas Caros Amigos e Reportagem elaboraram uma história sobre o apoio dos EUA a Bin Laden que resumo a seguir.



EUA "criaram" e apoiaram Osama bin Laden e o Taleban



Vamos rememorar os fatos. Na década de 70, os EUA sofreram importantes derrotas na Guerra Fria: foram derrotados na Guerra do Vietnã (59-75); diversos países africanos adotaram o socialismo soviético; no Irã, o aiatolá Khomeini liderou uma revolução e depôs o xá Reza Pahlevi, que era pró-ocidente, em 1979; os sandinistas (marxistas) tomaram o poder na Nicarágua também em 79 e depuseram Anastasio (Tachito) Somoza, aliado dos norte-americanos.



Ronald Reagan vence as eleições de 1980 e endurece as relações com a União Soviética e com regimes socialistas na América Latina. Financia, entre outras ações, um grupo armado, os "contras", para combater os sandinistas na Nicarágua. Além disso, decidiu interferir diretamente no Afeganistão, onde a União Soviética havia conseguido instalar um governo socialista aliado, e transformá-lo no "Vietnã dos soviéticos".



Os EUA investiram algo em torno de 6 bilhões de dólares em armamentos destinados aos combatentes afegãos contrários à ocupação soviética, os mujahidin. Também a Arábia Saudita financiou os afegãos anti-URSS. A CIA também enviou, a partir do Paquistão, propaganda subversiva contra a URSS nas repúblicas soviéticas de população predominantemente muçulmana como Tadjiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão.

O membro do Conselho de Segurança Nacional do governo Jimmy Carter (quando começou a ajuda aos afegãos contra a URSS), Zbigniew Brzezinski, de origem polonesa, chegou a dizer a um jornal francês em 1998 que não se arrependia de ter ajudado um grupo fundamentalista. "O que é mais importante para a história do mundo? O Taleban ou o colapso do império soviético? Alguns agitadores muçulmanos ou a liberação da Europa Central e o fim da Guerra Fria?", disse ao jornal francês Le Nouvel Observateur.



Os fundamentalistas do Taleban — e não outros grupos afegãos que também combatiam contra o socialismo soviético — teriam sido os escolhidos pelo governo norte-americano porque queriam defender o território do Afeganistão e se opunham ao ateísmo do regime soviético. É assim que os EUA aproximam-se do mulá Mohammed Omar, líder espiritual do Taleban; do egípcio Omar Abdel Rahman, hoje preso por ser um dos suspeitos do atentado à bomba no subsolo do World Trade Center em 1993; e de Osama bin Laden, filho de um milionário saudita e então com 22 anos.




A formação da Al Qaeda



Estão muito enganados aqueles que acham que a rede Al Qaeda é formada só por árabes ou islâmicos de países miseráveis da África e da Ásia. A rede está espalhada por cerca de 60 países — inclusive os EUA, onde morariam pelo menos cem deles — localizados nas Américas, Europa, Ásia, África e Oriente Médio.



A maior parte de suas lideranças foi formada já nos anos 90, embora os primeiros membros tenham surgido da resistência islâmica no Afeganistão. Como o norte-americano encontrado lutando com os talebans, muitos europeus convertidos ao Islamismo fazem parte da rede Al Qaeda.



Uma rede terrorista que não respeita fronteiras nacionais para definir seu campo de atuação e organização, assim como as corporações multinacionais. Na verdade, um modelo de dominação mundial bem sucedido foi seguido. Tanto que os EUA não sabiam, num primeiro momento, contra quem direcionariam sua retaliação. A Al Qaeda abandonou a organização moderna, restrita aos limites do Estado-nação e adotou uma postura pós-moderna, tão em moda hoje em dia.



Interesses econômicos no Afeganistão



A suspeita sobre Osama bin Laden não veio por acaso. A partir de sua formalização, os EUA poderiam atacar e dominar o país que lhe dava abrigo, no caso, o Afeganistão. Hoje sabe-se — a partir de informações do livro Ben Laden: La Vérité Interdite (Bin Laden: a verdade proibida), escrito pelo economista Jean-Charles Brisard e pelo jurista Guillaume Dasquié, que pesquisam sobre o suporte financeiro a Bin Laden há mais de três anos — que, desde janeiro, os EUA negociavam com o regime Taleban a passagem de um oleoduto pelo Afeganistão.



Esse oleoduto levaria o petróleo extraído do Turcomenistão e Uzbequistão para o Mar da Arábia, passando pelo Paquistão. As outras saídas desse petróleo para o mar poderiam ser Irã e China, países com os quais os EUA têm problemas diplomáticos e que também têm interesse na região.



As reservas de petróleo nas imediações do Mar Cáspio, onde estão localizados Turcomenistão e Uzbequistão, chegam a 200 bilhões de barris, perdendo apenas para as reservas do Oriente Médio. Responsáveis por 75% do consumo mundial de petróleo, EUA, Japão e Europa Ocidental dependem da importação do produto. Os norte-americanos, por exemplo, importam metade de seu consumo. Nenhum deles pode abrir mão de uma reserva como a do Mar Cáspio, uma vez que o petróleo é o maior motor da máquina capitalista hoje.
As negociações terminaram em agosto, um mês antes dos atentados terroristas de 11 de setembro.
Fontes:
"E o império criou Bin Laden". Armando Sartori. Caros Amigos. Edição Especial, n. 10, dezembro de 2001. "Por trás da guerra".

"Al Qaeda recruta no mundo todo". Armando Sartori. Caros Amigos. Edição Especial, n. 10, dezembro de 2001. "Por trás da guerra".

"O namoro EUA-Taleban". Entrevista do economista Jean-Charles Brisard a Leneide Duarte. Carta Capital. Ano 8, n. 169, 12 de dezembro de 2001.

Almanaque Abril 98. São Paulo: Abril, 1998.
Terror sem endereço e sem rostoRede Al Qaeda está espalhada por 60 países e tem em seus quadros diversos europeus

Por Conjuntura e Debate
As reservas de petróleo nas imediações do Mar Cáspio chegam a 200 bilhões de barris, perdendo apenas para as reservas do Oriente Médio.Rede Al Qaeda está espalhada por 60 países e tem em seus quadros diversos europeus
A querra e contra o terrorismo, ou pelo petrleo???

RE: Bin Laden's History
Posted by PG
On Saturday, April 27, 2002 at 07:18:01

Message:
>>>A querra e contra o terrorismo, ou pelo petrleo???

Both!

Thanks for the history lesson. Ho hum.

Anyway, because of September 11, the US will no longer allow nations to permit terrorists to operate openly within their borders. On September 10, we knew that Bin Laden was in Afghanistan, that Al Queda operated camps there, trained thousands there, etc. But, we didn't have the political will to chase those bastards into the hills and wipe them off the face of the earth. After Sept. 11, that changed. Now we do. Goodbye al queda, goodbye Bin Laden, see you in Hell. Wherever you go, we are coming after you. And we don't care what country you are in, and what that government has to say about our coming after you. We WILL find you and we WILL eliminate you.

And by the way, keep the oil flowin!

RE: Bin Laden's History
Posted by Sick
On Saturday, April 27, 2002 at 09:35:23

Message:
The obsession never ends.

First of all, Unocal, the US company at issue here, was proposing a GAS pipeline not an oil pipeline. Unocal abandoned it's efforts in 1998 because the Taliban created too much instability. Yes, Unocal had ties with the Taliban. Yes, Unocal even invited a few Taliban leaders to the US for negotiations on the pipeline. But that means nothing because nothing came of those negotiations. And by the way, the other multinational oil company who attempted to propose a similar pipeline was Bridas from Argentina.

The fact is, most western energy policy thinkers don't even support an oil pipeline through Afghanistan simply given it's historic instability. Common sense dictates, it isn't worth the risk. Most support a pipeline through the Balkans to the Black Sea, not to mention there are about a dozen other proposals for pipelines. The Balkan route is longer but cheaper than: creating a war that kills thousands, causes even more instability in the region, could re-align political alliances that would work against US interests, would cost billions to restore the country to a point that a pipeline could even be built or, the US could LOSE the war. It wouldn't be our first loss. The risk/reward doesn't seem to favor the US.

You also seem to be painfully unaware of other nations existing in the region of Afghanistan. Namely Russia, China and India. That Caspian oil used to be Soviet oil. Do you really think Russia would allow the US to control where that oil will flow? Do you believe Russia has no influence over those three main former Soviet republics? How about China? You think they will want US companies controlling oil they want access too? Do you have ANY concept of geopolitics? India? You never considered that they may stand opposed to a pipeline through Pakistan, their mortal enemy? Can you imagine an Indian tanker pulling into a Pakistani port to fill up with oil? What are the possibilities of that turning into a major disaster? Do you think any person with a brain wants an oil pipeline going through not one but TWO countries riddled with Islamic fundamentalism who have shown a penchant for blowing things up?

You never even stopped to ponder these things for a moment, that is obvious. The reason why is simple. You are blinded with an anti-American obsession that holds no bounds. You seem to believe that proving all these terrible things about America will somehow raise you up. Raise you up to what? To where? Or just simply the downfall of America is what you pray for? Would the downfall of America benefit Brasil? I honestly don't think so. But I am sure you do.

Also, please explain why the US didn't pick a side in the Afghanistan civil war if it was so intent on securing a puppet regime to do it's oil bidding? Bush Sr., ya know the oilman, could have easily done this up until 1992, he never did. From what I could understand from what you posted, you seem to think the US supported the Taliban. Well, the Taliban didn't exist until 1992 and didn't gain power until 1996. It was created not by the US, but by Pakistan for it's own security reasons. You see, PAKISTAN wanted a puppet regime, NOT the US. The US had walked away from Afghanistan about the day after the Soviets left in 1989. It left Afghanistan in a bloody civil war but America didn't care, they had won the cold war. The Afghanis still refer to this as "The Great Betrayal" and rightfully resent the US for it. They also despise Pakistan for creating and supporting the Taliban. This, needless to say, came back to haunt the US.

Al-Qaeda modeled after multi-national corporations? That is too funny and yet another example of your blind obsession. No one is supposed to know multi-nationals exist? The truth is, Al-Qaeda is modeled after cells used by communist revolutionaries, who also were global in scope, in the early 20th century. Needless to say, they have perfected this model. Are you even aware that you basically compared your intellectual comrades from the early 20th century to multi-national corporations? That is possibly the most ironic thing I have ever encountered, yet, endlessly amusing.

"Estão muito enganados aqueles que acham que a rede Al Qaeda é formada só por árabes ou islâmicos de países miseráveis da África e da Ásia. A rede está espalhada por cerca de 60 países - inclusive os EUA, onde morariam pelo menos cem deles - localizados nas Américas, Europa, Ásia, África e Oriente Médio."

Are you implying that people don't know this? Do you think that people don't know that 19 hijackers suspected of being Al-Qaeda members boarded those planes in America? How could anyone not know that they have members in North America? What is wrong with you?

Abracos e beijos,

Sick
RE: Bin Laden's History
Posted by Profetas
On Monday, April 29, 2002 at 02:14:45

Message:
http://www.conjunturaedebate.hpg.ig.com.br/index.html

Fontes:

"E o império criou Bin Laden". Armando Sartori. Caros Amigos. Edição Especial, n. 10, dezembro de 2001. "Por trás da guerra".

"Al Qaeda recruta no mundo todo". Armando Sartori. Caros Amigos. Edição Especial, n. 10, dezembro de 2001. "Por trás da guerra".

"O namoro EUA-Taleban". Entrevista do economista Jean-Charles Brisard a Leneide Duarte. Carta Capital. Ano 8, n. 169, 12 de dezembro de 2001.

Almanaque Abril 98. São Paulo: Abril, 1998.

Oh sorry, But if your translator did not translate all the txt you ought ask anyone who could understand better, that is not my txt and I gave details at the end saying where all that stuff came from, I haven’t got enough knowledge to write that txt.

when some(majority) ignorant Americans talk about Brazil , saying horrible things about us, but if a ignorant Brazilian starts talk shit about your country you got angry, now you know how I felt.

Take care,

RE: Bin Laden's History
Posted by Sick
On Monday, April 29, 2002 at 05:30:31

Message:
I understand your frustration with most Americans, I often feel the same way towards my fellow countrymen and you have every right to get angry and correct them. But I'm not angry at some of these posts, just a bit surprised. I mean, not surprised that someone would criticize the US, I have no problem with that, but just the manner in which it is done.

By the way, your English looks great.

Tchau

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