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Subject: Ignoring a Growing Peril


Posted by Worried
On Thursday, June 06, 2002 at 11:07:52

Message:
[English/Portuguese]

By BOB HERBERT
The New York Times

Very weird.

The Bush administration has acknowledged that the U.S. will experience far-reaching and, in some cases, devastating environmental consequences as a result of global warming. But it does not plan to do much about it.

The administration has been so poor when it comes to climate change that this odd bit of news was initially seen as some sort of progress. It was thought, momentarily, that the president might be starting to pull his head out of the increasingly hot sand on this issue.

The administration's interagency report, which was compiled by the Environmental Protection Agency, notes that the warming of the U.S. is expected to be greater in the 21st century than in the 20th, and will affect nearly every region of the country. Seas are expected to rise, causing an additional loss of coastal wetlands. Storm surges will pose a greater threat to coastal communities. We'll have to endure more stifling heat waves, and the disruption of snow-fed water supplies. Some treasured ecosystems, such as the Rocky Mountain meadows and certain coral reefs and barrier islands, are likely to disappear entirely.

In addition to acknowledging that the earth is already sizzling, the report made it clear that human activity — the burning of fossil fuels that release heat-trapping gases into the atmosphere — was the primary culprit.

This was no more than a statement of the obvious for most reputable scientists. But the acknowledgment was a first for the environmentally challenged Bush administration.

And yet even this most minimal acceptance of reality was too much for the troglodyte wing of the president's party. Shrieks of outrage arose among conservatives, who immediately and loudly demanded that the president turn his back on the report and bury his head even more deeply in the sand.

So on Tuesday there was George W. Bush dutifully distancing himself from his own administration's handiwork. He assured one and all that he had no plans to lead any assault on global warming. He was coldly dismissive of the interagency effort. "I read the report put out by the bureaucracy," he said.

That must have been pretty demoralizing for the people who worked hard to put the report together.

If Mr. Bush did read it, he saw in Chapter 6 an interesting encapsulation of the projected global warming experience in the U.S. over the next few decades. Citing "plausible" model scenarios, the report said many areas of the country would undergo a change comparable to "an overall northward shift" in weather systems and climate conditions. "The central tier of states would experience climate conditions roughly equivalent to those now experienced by the southern tier, and the northern tier would experience conditions much like the central tier."

This change is already under way. Some areas are experiencing "a shorter duration of lake ice," and there's already been "a northward shift in the distributions of some species of butterflies."

These are changes that force you to wonder what kind of environment lies in wait just two or three generations hence. And yet we continue, with very little restraint, to spew out the so-called greenhouse gases.

The United States is by far the biggest offender on the planet, producing about 25 percent of all the greenhouse gas emissions in the world. But the U.S. has refused to participate in the Kyoto Protocol, an international treaty that calls for the mandatory reduction of greenhouse gases by industrial nations. And the U.S. has refused to impose tough mandatory reductions on its own.

Japan ratified the Kyoto Protocol on Tuesday. And the 15 members of the European Union jointly presented their ratification to the U.N. last week. But with the mightiest power on the planet unwilling to participate, and unwilling to formulate a real alternative, the gases will just keep building and building, causing the planet to get warmer and warmer.

What we have here is a very serious problem that we understand and could do something about. But so far, because of a lack of presidential leadership, we've taken a pass.

The E.P.A. report was called "U.S. Climate Action Report — 2002." It should have been called the "Inaction Report."
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Portuguese

Bob Herbert
Bush trata com descaso o relatório ambiental do governo

Comentário: Ignorando um grande perigo

Bob Herbert
The New York Times

É muito estranho.

O governo Bush reconheceu que os Estados Unidos sofrerão danos ambientais generalizados - e em alguns casos, devastadores - em decorrência do aquecimento global, e no entanto não pretende tomar providências.

O governo tem sido ausente a tal ponto no tocante às alterações climáticas que esta curiosa notícia foi a princípio compreendida como um pequeno progresso. Por um instante se pensou que o presidente talvez estivesse começando a tirar sua cabeça antes enfiada debaixo de uma areia cada vez quente.

Um relatório do governo, elaborado pela Agência de Proteção Ambiental (EPA), destaca que o aquecimento dos Estados Unidos deverá ser mais acentuado no século 21 do que foi no século 20 e afetará praticamente todas as regiões do país. Mares deverão surgir, o que causará uma nova perda de regiões costeiras. Tempestades representarão uma grave ameaça às comunidades litorâneas. Seremos obrigados a conviver com ondas de calor ainda mais severas, e com interrupções do fornecimento de água. Alguns valiosos ecossistemas, como os prados de Rocky Mountain e alguns recifes de corais e barreiras poderão desaparecer inteiramente.

Além de reconhecer que a Terra já está fervendo, o relatório deixa claro que a atividade humana - isto é, a queima de combustíveis fósseis que lançam gases geradores de calor na atmosfera - foi apresentada como o principal responsável.

Para muitos cientistas renomados, não havia aqui nada além da constatação do óbvio. Porém este foi o primeiro sinal de seu reconhecimento pelo governo Bush, tão deficiente no que se refere ao meio ambiente.

Entretanto, até mesmo este mínimo reconhecimento da realidade foi excessivo para a ala troglodita de seu partido. Foi histérica a reação dos conservadores, que imediatamente exigiram em voz alta que o presidente ignorasse o relatório e enterrasse ainda mais sua cabeça na areia.

E assim, na terça-feira George W. Bush tomou o cuidado de afastar-se do trabalho produzido por seu próprio governo. Ele garantiu que não tinha planos para combater o aquecimento global. Menosprezou friamente o relatório ambiental. "Li o relatório elaborado pela burocracia", ele disse.

As pessoas que tanto trabalharam para redigir o relatório devem ter se sentido desmoralizadas.

Caso Bush o tenha lido, ele notou no Capítulo 6 uma interessante projeção para o aquecimento global dos Estados Unidos ao longo das próximas décadas. Citando cenários "plausíveis", o relatório afirma que várias regiões do país poderiam passar por alterações comparáveis a uma "virada rumo ao norte" dos sistemas e das condições climáticas. "O conjunto de estados da região central experimentariam condições climáticas bastante semelhantes às condições atuais dos estados do sul, e os estados do norte experimentariam condições muito semelhantes às atuais condições de estados centrais".

Esta alteração já está a caminho. Em algumas áreas se verifica "o congelamento dos lagos por um período menor", e já ocorre "uma migração rumo ao norte de algumas espécies de borboletas".

São mudanças que nos obrigam a imaginar qual o meio ambiente que nos aguarda para daqui a duas ou três gerações. E mesmo assim continuamos, com pouquíssimas restrições, a emitir os chamados gases do efeito estufa.

Os Estados Unidos são, com uma folgadíssima margem, os maiores agressores do planeta. Produzem aproximadamente 25% das emissões de gases de todo o mundo. Porém o país se recusou a aderir ao Protocolo de Kyoto, um tratado internacional que define a redução obrigatória dos gases do efeito estufa por nações industrializadas. E ainda se recusou a impor suas próprias reduções.

O Japão ratificou o Protocolo de Kyoto nesta terça-feira; 15 países da União Européia apresentaram conjuntamente sua ratificação à ONU na semana passada. Porém enquanto a maior potência do planeta não se dispor a participar e a formular uma alternativa concreta, os gases continuarão a subir e a subir mais, tornando o planeta cada vez mais quente.

Temos aqui um problema muito sério que compreendemos e que poderíamos enfrentar. Mas, por não termos um líder na presidência, até o momento perdemos esta oportunidade.

O relatório da EPA traz o título: "Relatório de Ação Climática dos Estados Unidos". Poderia se chamar "Relatório de Inação".


Tradução: André Medina Carone

RE: Ignoring a Growing Peril
Posted by Sick
On Thursday, June 06, 2002 at 14:29:53

Message:
Neat...but what does this have to do with Brasil?
RE: Ignoring a Growing Peril
Posted by PG
On Friday, June 07, 2002 at 08:23:36

Message:
yeah, really.

If I wanted to read about this stuff, I would go to www.nytimes.com.

RE: Ignoring a Growing Peril
Posted by Homeboy D
On Tuesday, June 11, 2002 at 20:45:38

Message:
Quit dumping on Bush and the Republicans! They have shown a far greater interest in promoting trade with Brazil and Latin America. Unlike the socialist, environmentalist democrats, such as Bill the pimp Clinton. That have neglected America's neighbors in Latin America and have opted to trade with the communist devils of China.

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