Moacyr Scliar Once Again Is Brazil’s Best Fictionist of the Year

Brazilian writer Moacyr Scliar The winners of the Jabuti, Brazil's most prestigious literary award had their party this Wednesday night when they received their prize for the best work in fiction, non fiction and several other categories. All eyes were turned to the two biggest prizes of the night, for best fiction book and best non-fiction work.

Moacyr Scliar, with his novel Manual da Paixão Solitária (Solitary Passion Manual) and Marisa Lajolo and João Luí­s Ceccantini with the essay Monteiro Lobato: Livro a Livro (Monteiro Lobato: Book to Book) were the big winner and each work received 30,000 reais (U$ 17,000) from Câmara Brasileira do Livro (Brazilian Book Chamber) the sponsor of the literary contest created in 1959.

Scliar, from the southern state of Rio Grande do Sul, an author that's also a doctor had received the Jabuti twice before. In 1988 he got the prize for the best short story book, with O Olho Enigmático (Enigmatic Eye). In 1993 his book Sonho Tropical (Tropical Dream) was chosen as best novel of the year. 

All the prizes:


1st place – "Manual da Paixão Solitária", Moacyr Scliar (Companhia das Letras)


1st place – "Monteiro Lobato: Livro a Livro", Marisa Lajolo and João Luí­s Ceccantini (Editora Unesp e Imprensa Oficial)

Translation (R$ 3.000)

1st place – "A Morte de Empédocles / Friedrich Hí¶lderlin", Marise Moassaba Curioni (Iluminuras).
2nd place – "Satí­ricon", Cláudio Aquati (Cosac Naify).
3rd place – "Os Irmãos Karamázov: Vols. 1 and 2", Paulo Bezerra (Editora 34).

Architecture and Urbanization, Photography, Communication and Arts (R$ 3.000)

1st place – "Coleção Princesa Isabel: Fotografia do Século XIX", Bia and Pedro Corrêa de Lago (Capivara Editora)
2nd place – "írvores Notáveis: 200 Anos do Jardim Botânico do Rio de Janeiro" (livro e guia de bolsa), Paulo Ormindo and Malena Barretto (Andréa Jakobsson Estúdio)
3rd place – "Tarsila do Amaral", Lygia Eluf (Imprensa Oficial do Estado and Editora Unicamp)

Literary Theory/Criticism (R$ 3.000)

1st place – "Monteiro Lobato: Livro a Livro", Marisa Lajolo and João Luí­s Ceccantini (Editora Unesp e Imprensa Oficial)
2nd place – "Pensamento e 'Lirismo Puro' na Poesia de Cecí­lia Meireles", Leila V. B. Gouvêa (Editora Universidade de São Paulo)
3rd place – "Literatura da Urgência Lima Barreto no Domí­nio da Loucura", Luciana Hidalgo (Annablume Editora)

Graphic Project (R$ 3.000)

1st place – "Fazendas Mineiras", Marcelo Drummond & Marconi Drummond (Cemig)
2nd place – "A História do Brazil de Frei Vicente de Salvador", Maria Lêda Oliveira (Versal Editores)
3rd place – "Isay Weinfeld", Roberto Cipolla (Bei Editora)

Illustration of Child or Juvenile Book (R$ 3.000)

1st place – "O Matador", Odilon Moraes (Editora Leitura)
2nd place – "De Passagem", Marcelo Cipis (Companhia das Letras)
3rd place – "Alfabeto de Histórias", Gilles Eduar (Editora ítica)

Exact Sciences, Technology and Computer Science (R$ 3.000)

1st place – "Introdução í  Quimica da Atmosfera: Ciência, Vida e Sobrevivência", Ervim Lenzi e Luzia Otilia Bortotti Favero (GEN – Grupo Editorial Nacional/LTC)
2nd place – "Fundamentos de Metrologia Cientí­fica e Industrial", Armando Albertazzi G. Jr. and André R. de Souza (Editora Manole)
3rd place – "Mapa do Jogo", Lucia Santaella and Mirna Feitoza (Cengage Learning Edições)

Education, Psychology and Psychoanalysis (R$ 3.000)

1st place – "A Voz e o Tempo", Roberto Gambini (Ateliê Editorial)
2nd place – "Religiosidade e Psicoterapia", Claudia Bruscagin, Adriana Sávio, Fátima Fontes e Denise Mendes Gomes (Editora Roca)
3rd place – "Educação í  Distância: o Estado da Arte", organizadores Fredric Michael Litto e Marcos Formiga (Pearson e ABED)

Periodical Report (R$ 3.000)

1st place – "O Livro Amarelo do Terminal", Vanessa Barbara (Cosac Naify)
2nd place – "O Sequestro dos Uruguaios: Uma Reportagem dos Tempos da Ditadura", Luiz Cláudio Cunha (L&PM Editores)
3rd place – "1968: O que Fizemos de Nós", Zuenir Ventura (Editora Planeta do Brasil)

Didactic and Paradidactic (R$ 3.000)

1st place – "História e Cultura Africana e Afro-Brasileira", Nei Lopes (Barsa Planetal)
2nd place – "Meu Primeiro ílbum de Piano Solo", Dulce Auriemo and Amilton Godoy (D.A. Produções Artí­sticas)
2nd place – "Coleção Cidade Educadora: Diário de Bordo do Aluno 1 (Vol. Amarelo)", Aureo Gomes Monteiro Júnior, Célia Cris Silva and Júlia Scandiuci Figueiredo (Aymará Edições e Tecnologia)
3rd place – "Literatura Infantil Brasileira: Um Guia para Professores e Promotores de Leitura", Vera Maria Tietzmann Silva (Cânone Editorial)

Economy, Administration and Business (R$ 3.000)

1st place – "Valores Humanos & Gestão. Novas Perspectivas", Maria Luisa Mendes Teixeira (organizer) (Editora Senac São Paulo)
2nd place – "Estratégia e Competitividade Empresarial – Inovação e Criação de Valor", Luiz Carlos Di Serio and Marcos Augusto de Vasconcelos (Saraiva)
3rd place – "Empresas na Sociedade – Sustentabilidade e Responsabilidade Social", José Puppim de Oliveira

In memoriam – "Meio Ambiente e Crescimento Econômico: Tensões Estruturais", Gilberto Dupas (Editora Unesp)

Law (R$ 3.000)

1st place – "Introdução ao Pensamento Jurí­dico e í  Teoria Geral do Direito Privado", Rosa Maria de Andrade Nery (Editora Revista dos Tribunais)
2nd place – "Execução", José Miguel Garcia Medina (Editora Revista dos Tribunais)
3rd place – "Código de Processo Civil: Comentado Artigo por Artigo", Daniel Mitidiero e Luiz Guilherme Marinoni (Editora Revista dos Tribunais)
3ºlugar – "Atual Panorama da Constituição Federal", Carlos Marcelo Gouveia and Luiz Augusto de Almeida Hoffmann, coordinators (Saraiva)

Biography (R$ 3.000)

1st place – "O Sol do Brasil", Lilia Moritz Schwarcz (Companhia das Letras)
2nd place – "José Olympio, o Editor e sua Casa", José Mario Pereira, organizer (Sextante)
3rd place – "O Santo Sujo: A Vida de Jayme Ovalle", Humberto Werneck (Cosac Naify)

Cover (R$ 3.000)

1st place – "Moby Dick", Luciana Facchini (Cosac Naify)
2nd place – "Jovem Stálin", João Baptista da Costa Aguiar (Companhia das Letras)
3rd place – "Introdução í  Filosofia", Rex Design (Editora WMF Martins Fontes)

Poetry (R$ 3.000)

1st place – "Dois em um", Alice Ruiz S (Editora Iluminuras)
2nd place – "Antigos e Soltos: Poemas e Prosas da Pasta Rosa", Viviana Bosi (organizer), Instituto Moreira Salles (Instituto Moreira Salles)
3rd place – "Cinemateca", Eucanaã Ferraz (Companhia das Letras)
3ºlugar – "Outros Barulhos", Reynaldo Bessa (anomelivros)

Human Sciences (R$ 3.000)

1st place – "História do Brasil: Uma Interpretação", Adriana Lopez and Carlos Guilherme Mota (Editora Senac São Paulo)
2nd place – "Veneno Remédio", José Miguel Wisnik (Companhia das Letras)
3rd place – "A Aparição do Demônio na Fábrica", José de Souza Martins (Editora 34)

Natural and Health Sciences (R$ 3.000)

1st place – "Fundamentos de Dermatologia", Marcia Ramos-e-Silva and Maria Cristina Ribeiro de Castro (Editora Atheneu)
2nd place – "Oftalmogeriatria", Marcela Cypel and Rubens Belfort Jr. (Editora Roca)
3rd place – "Guia de Propágulos & Plântulas da Amazônia", José Luí­s Campana Camargo, Isolde Dorothea Kosmann Ferraz, Mariana Rabello Mesquita, Bráulio Almeida Santos and Heloisa Dantas Brum (Inpa)

Short Stories and Chronicles (R$ 3.000)

1st place – "Canalha! Crônicas", Fabricio Carpinejar (Editora Bertrand Brasil)
2nd place – "Ostra Feliz Não Faz Pérola", Rubem Alves (Editora Planeta do Brasil)
3rd place – "Os Comes e Bebes nos Velórios das Gerais e Outras Histórias", Déa Rodrigues da Cunha Rocha (Auana Editora)

Child (R$ 3.000)

1st place – "A Invenção do Mundo pelo Deus-Curumim", Braulio Tavares (Editora 34)
2nd place – "No Risco do Caracol", Maria Valéria Rezende e Marlette Menezes (Autêntica Editora)
3rd place – "Era Outra Vez um Gato Xadrez", Leticia Wierzchowski (Auana)

Juvenile (R$ 3.000)

1st place – "O Fazedor de Velhos", Rodrigo Lacerda (Cosac Naify)
2nd place – "Cidade dos Deitados", Heloisa Prieto (Cosac Naify)
3rd place – "A Distância das Coisas", Flávio Carneiro (Edições SM)

Novel (R$ 3.000)

1st place – "Manual da Paixão Solitária", Moacyr Scliar (Companhia das Letras)
2nd place – "Orfãos do Eldorado", Milton Hatoum (Companhia das Letras)
3rd place – "Cordilheira", Daniel Galera (Companhia das Letras)

French-Potuguese Translation of Literary Work (R$ 6.000)

1st place – "O Conde de Monte Cristo", André Telles and Rodrigo Lacerda (Jorge Zahar Editor)
2nd place – "Topografia Ideal para uma Agressão Caracterizada", Flávia Nascimento (Editora Estação Liberdade)
3rd place – "A Elegância do Ouriço" , Rosa Freire D'aguiar (Companhia das Letras)

Excerpt of Scliar's Manual da Paixão Solitária. The following paragraphs are the opening of the book:

Como vinha acontecendo desde 1990, a comissão organizadora do Congresso de Estudos Bí­blicos, realizado cada ano numa cidade brasileira, selecionou uma passagem bí­blica como tema central do encontro: Gênesis, capí­tulo 38, texto que conta a história do patriarca Judá, de seus filhos e de uma mulher chamada Tamar.

A escolha despertou inusitado interesse. Na sua fala inicial, proferida no auditório do elegante hotel de veraneio em que se reuniam os congressistas, cerca de duzentos, disse o presidente da Sociedade Cultural de Estudos Bí­blicos, o historiador José Domí­cio Ferraz:

– Trata-se, permitam recordar-lhes, de uma história estranha. Para começar, está inserida numa outra narrativa, aquela que nos fala de José no Egito, narrativa essa que é bruscamente interrompida. E a sucessão de acontecimentos é surpreendente, quando não chocante. Tudo começa quando Judá, um dos irmãos de José, "afasta- se de seus irmãos" e vai viver na casa de um homem chamado Hirá, encontra uma canaanita, com quem casa, tornando-se pai de três filhos, Er, Onan, Shelá. Eles crescem e Judá arranja uma esposa, Tamar, para o primogênito Er. Por alguma razão que o texto não esclarece, Er desagrada ao Senhor e morre sem engravidar Tamar. De acordo com a tradição, se o irmão mais velho falecia sem deixar filhos, competia a seu irmão ter relações com a viúva de modo a assegurar a progênie. Mas Onan, sabendo que o filho de Tamar não seria considerado dele (e que esse filho seria o herdeiro do patriarca, não ele), cumpre seu dever de forma parcial; ele "derrama o sêmen na terra", praticando, pois, coito interrompido, o que também acarreta a sua morte. Restaria o terceiro filho, mas Judá, temeroso de que o rapaz tenha a mesma sorte dos irmãos, pede a Tamar que espere algum tempo: afinal, Shelá não é ainda adulto, homem-feito. Coisa que Tamar, como podemos imaginar, não aceita de bom grado. Tempos depois realiza-se em Timna, localidade próxima, uma reunião de criadores de ovelhas para tosquia. Judá, agora viúvo, ali comparece. No caminho passa por Enaim, onde há um templo pagão e onde vê uma mulher coberta por um véu, aparentemente uma prostituta. Seu desejo despertado, oferece-lhe, em troca da relação sexual, um cabrito, a ser enviado depois. A mulher aceita, mas pede uma garantia: o cajado, o sinete e o cordão de Judá, sí­mbolos da dignidade patriarcal. Judá, ainda que relutante, concorda. De volta a casa, pede a um amigo que leve o cabrito í  mulher, mas surpreendentemente ela não é encontrada. Ninguém a conhece.

Interrompeu-se, tomou um gole d'água e continuou:

– Pouco depois Tamar aparece grávida. Tomado de fúria – ela ainda deveria estar sob seu controle patriarcal -, Judá condena- a í  morte. Tamar então revela que o pai do filho que traz no ventre é o dono do cajado, do sinete e do cordão: o próprio patriarca. Judá reconhece que foi enganado e assume a paternidade. Tamar dá í  luz gêmeos, Zerá e Perez-que será um antepassado do rei Davi e de José, o pai terreno de Jesus. Com isso encerra-se a história. Que, como sabemos, apresenta vários aspectos interessantes. Em primeiro lugar, o costume do levirato, comum no Oriente Médio da época, segundo o qual o irmão ou parente de um homem morto deve dar um filho í  viúva. Havia para isso uma explicação prática: a viúva não poderia herdar as propriedades do esposo falecido, só os filhos. Compreende-se assim a determinação de Tamar em engravidar, e para tal recorrerá a uma artimanha. Nisso, não é exceção. O Gênesis conta como Rebeca enganou Isaac, fazendo com que o já senil patriarca abençoasse, e portanto reconhecesse como herdeiro, o filho de ambos, Jacó, em detrimento do primogênito Esaú; como este era peludo, Rebeca disfarçou Jacó com um pelego de carneiro.

Nova pausa, e prosseguiu:

– A astúcia de Tamar, como a de Rebeca, fica evidente. Ela se vale do fato de que a prostituição religiosa era uma coisa comum no Oriente Médio, praticada inclusive por mulheres casadas, que se entregavam a estranhos em nome da religião. Era esse o disfarce que Tamar estava adotando, recorrendo inclusive a um véu para não ser reconhecida.

E concluiu:

– Dentro do objetivo de nossa reunião, que é de estudar a Bí­blia sob um enfoque cientí­fico e cultural, há muito o que discutir. Como eu disse, espero um bom debate sobre o tema.

Que o debate seria intenso era consenso entre os participantes do evento, historiadores, antropólogos, psicólogos; a passagem escolhida não podia ser mais interessante. E debate era o principal objetivo do encontro, cujo programa previa discussões de grupo pela manhã e í  tarde. As noites destinavam-se í s chamadas conferências magistrais, em que pessoas de reconhecida autoridade também abordariam o tema. Havia muita expectativa em torno da apresentação do professor Haroldo Veiga de Assis, que viera dos Estados Unidos, onde lecionava numa importante universidade da Ivy League. O que, a propósito, custara bom dinheiro: o professor Haroldo cobrava caro por suas palestras, só viajava de primeira classe e exigia hotéis cinco estrelas. Mas era tal sua fama que os organizadores do encontro não pouparam esforços para trazê-lo, conseguindo inclusive financiamento especial. Afinal, o professor Haroldo fora o único brasileiro a fazer parte do grupo de especialistas que estudara o chamado Manuscrito de Shelá, recentemente encontrado numa caverna em Israel e que, í  semelhança dos Manuscritos do Mar Morto, fora saudado pelos historiadores como um achado sensacional.

Na noite em que o professor Haroldo falou, a segunda do evento, o auditório estava lotado. Ninguém faltara, e havia várias pessoas de pé. Todos aguardavam ansiosamente sua intervenção. Finalmente, e saudado com palmas estrondosas, ele subiu ao palco.

Aos sessenta e sete anos, o professor Haroldo, um homem alto, magro, de basta cabeleira, enorme barba e um olhar que os rivais, vários, não hesitavam em rotular como desvairado, era conhecido pela extraordinária cultura (dominava o hebraico, o aramaico, o árabe, o latim, o grego e seis outros idiomas, citava de memória qualquer trecho do Antigo Testamento) e pela excentricidade; usava terno e gravata, mas tênis coloridos, segundo ele mais cômodos e bonitos do que convencionais sapatos, além de representarem, em seu ponto de vista, uma homenagem ao Brasil, paí­s da diversidade, ao qual se considerava visceralmente ligado.

Nos vários artigos sobre o manuscrito publicados tanto na imprensa leiga como em respeitadas revistas especializadas, o professor garantia que Shelá se revelara um personagem fascinante, um narrador que levava a imaginação ao paroxismo, mas que escrevia com uma autenticidade surpreendente, coisa que, acrescentou numa entrevista, "mobilizou meu próprio imaginário; não consigo falar sobre esse misterioso Shelá com a neutralidade e com o distanciamento que em geral caracterizam os estudos históricos. Sinto-me obrigado a inovar, a recorrer ao inusitado, ao inesperado, ao não convencional".

Declaração que deveria ser levada ao pé da letra. O professor, dramaturgo nas horas vagas (uma peça sua, escrita em parceria com um conhecido escritor, estava em cartaz naquele momento, encenada por um grupo amador de São Paulo), era um tipo performático que costumava adotar, em suas apresentações, aquilo que chamava de enfoque heterodoxo. Esse enfoque podia expressar-se tanto na forma de abordagem do tema como no desempenho do orador, que não raro chegava í s raias do histriônico, constituindo-se em verdadeiro happening e provocando ora vaias, ora aplausos, ora as duas coisas. Os coordenadores estavam preparados para isso, mesmo porque, como dissera uma psicóloga que fazia parte da comissão organizadora, havia evidente compatibilidade entre o estilo do professor Haroldo e o tema do conclave, sem falar no fato de que o autor do manuscrito aparecia, na passagem bí­blica, como um personagem até certo ponto intrigante, ainda que menor.

Tudo poderia acontecer; não era impossí­vel que o conferencista, baseado em sua experiência de teatro, apresentasse um texto redigido na primeira pessoa, uma espécie de monólogo do próprio Shelá, falando desde um passado remoto sobre sua trajetória, suas aspirações, suas fantasias. E foi isso exatamente que ocorreu.


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